Santo capuccino
Guilherme Bizzi Guerra
João e Joana. Fruto de um capuccino. Inverno chuvoso
- Ciao, un capuccino per favore! – falou um João alegre no café do hotel.
- Ragazzo, un capuccino! – uma linda moça no banco ao lado.
João, estupefato. Joana, admirada.
- Piacere, Joana – ao mesmo tempo
- Capuccino?
- Uma das sete maravilhas do mundo, na minha lista.
- Va bene con te? – João encabulado.
- Tudo ótimo.
Joana vira-se para pegar o seu capuccino. João fica impressionado (“Mas ela é brasileira”).
- hmm... viagem al lavoro? – pergunta João com seu italiano pouco usado.
- Férias.
- Abençoadas férias – esquece das poucas palavras em italiano que sabe. E se ela é italiana?
- Brasiliani?
- Do Rio Grande do Sul – brilham os olhos de Joana ao falar de sua terra.
- Sou de Canoas – fala João querendo continuar a conversa. Está cada vez mais admirado pela moça do capuccino.
- Nossa, sou de Porto Alegre. Vizinho?
- De alguns quilômetros – ri João e Joana dá gostosas gargalhadas.
Conversam sobre a Itália, Veneza, Rio Grande do Sul, filmes, músicas, livros, culinária (paixão de ambos)... Os mesmos gostos. Até a famosa pasta italiana ao queijo.
- E a pasta ao queijo? – Pergunta uma Joana muito interessada no ragazzo de Canoas.
- Com vinho muito melhor.
- Estou no 214 – informa Joana após o último gole de seu capuccino.
- 306
- Vinte horas, te espero – sussura Joana no ouvido de João.
Joana sai em direção aos elevadores.
- Santo capuccino! – Exclama João, pressentindo que seriam as suas melhores férias.
O Aluno Guerra além de ser um ótimo aluno, ainda é um grande amigo.
ResponderExcluirO texto marca o início de um grande amor.
Ou será "amore"?
Parabéns pelo texto e continue assim!