Não significa a perda da fé em Deus, mas uma desavença com a religiosidade.
Estou me aprofundando, um pouco, na teologia da libertação.
Bom...aí vai o artigo do Expresso:
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Monólogo
Talvez eu não seja tudo aquilo que você pensa. Talvez, mesmo, eu não constitua a soma do mínimo daquilo que um dia você tenha esperado para um projeto de homem constituído. Pode ser que as minhas condutas “peripatéticas”, ao andar de um lado para o outro, sem destino algum, debatendo com os pensamentos mais desnorteados, tenha criado o maior dos abismos entre nós. Quem sabe, os caminhos de nossos propósitos tenham se distanciado, perdidos na criatividade característica dos motivados; nas atitudes de “efeito dominó”, sem pestanejar, dos condutores do próprio destino. A verdade é que a busca do conhecimento causou a nossa separação – ainda que momentânea – para repensarmos a nossa própria existência. Aliás, existir é a chave-mestra de todas as dúvidas. O que veio antes do antes? Uma explosão que se tornou a sorte de toda ilusão humana? A crença é subjetiva, portanto, ela é pessoal. Neste momento, afasto-me de tua presença, da personificação ocidental de um poderoso determinista. É fato, que os meus olhares já se aproximam da fé do oriente. Prefiro acreditar na tua energia unificada, do que naquela alegada dádiva do escambo capitalista. Afastar foi uma decisão sábia; ambos temos que repensar os nossos monólogos; o meu, com o mundo imaginário do faz de conta, das letras e dos prantos; o seu, na linguagem multiangular que aceita milhares de interpretações. A fé não deveria levar à morte, mas leva. A existência não poderia se basear na dúvida, mas baseia. Que esse monólogo improdutivo volte, um dia, a virar um “Diálogo”.
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