sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 20 de setembro de 2013 - Vinte, vinte, vim tchê! - por Giovani Pasini

Vinte, vinte, vim tchê!

Não sou separatista. Possivelmente, penso eu, se vivesse em 1835, estaria ao lado do Duque de Caxias. Nem por isso deixo de ser gaúcho. A Revolução Farroupilha representou a junção de ideais de inúmeros indivíduos, em busca do que acreditavam como correto. Talvez, dirão alguns, por meios não pacifistas. Errados? Certos? Não importa. A realidade é que o homem vive em guerra desde quando conseguiu agarrar um pedaço de madeira. As batalhas existem antes mesmo da tentativa de civilização. Aliás, “civilizar” é uma utopia; deve ser buscada, mas nunca será realmente alcançada. Não com a sociedade do século XXI: capitalismo, socialismo, comunismo, parlamentarismo, monarquia, imperialismo... Debaixo dessas palavras – regimes de governo – existem milhões de mortes. O que é a democracia? Liberdade, igualdade e fraternidade? O que essas perguntas têm em comum com o 20 de setembro de 1835, o início da Guerra dos Farrapos? Não existe liberdade verdadeira. Na minha mente, confesso, perdura um conflito intensivo, que tento resolver pela leitura: pesquiso a educação intercultural, o respeito ao outro; em contrapartida, percebo que o homem sempre se afundará na sua “fome de batalhas”. A vida é uma peleja (sobrevivência e delimitação de espaços). Contudo, o reverso do ódio é a arte – observar um belo grupo de dança folclórica, com prendas sorridentes; aplaudir os desfiles cavalarianos; apreciar a típica comida da terra. Amar os nossos pagos. Não sou separatista. Sou filho do belo Rio Grande, que faz parte de um Brasil varonil. Andei de bota e bombacha, lá em Pernambuco.


(Glossário: varonil – valoroso, heroico, nobre)

2 comentários:

  1. Muito bom texto professor! Acho que muito do vivemos, acreditamos e almejamos é uma utopia na verdade. Mas independente dos fatos históricos, o dia de hoje (e todos os outros) serve pra manifestar o amor e respeito pelas tradições do Rio Grande, que como até postei em meu blog, não é melhor, nem pior que nenhum ouro Estado é apenas o NOSSO Estado (:

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    Respostas
    1. Olá Mônica!

      É magnífico receber o comentário de ex-alunos!

      Fiquei feliz com a sua postagem. Concordo contigo.

      Visitarei o teu blog.

      O nosso Estado é belo. É nosso!

      Abração

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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