quarta-feira, 22 de julho de 2015

Artigo jornal A RAZÃO - 22 de julho de 2015 - COLÉGIO ANTÔNIO ALVES RAMOS



Colégio Antônio Alves Ramos
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

Há alguns dias, fui realizar uma palestra sobre literatura brasileira no Colégio Antônio Alves Ramos, aqui em Santa Maria. Recebi o convite pela professora e escritora Nilta Hundertmarck, com o objetivo de falar por cerca de uma hora, durante a Semana Literária da escola.
Fato possivelmente corriqueiro, mas não foi.
Digo que não foi um evento simples, pois as coisas mais importantes – as impagáveis – acontecem dentro do olhar, não em montantes medidos com joias ou dinheiro.
O lema da semana era “Ler é segurar os sonhos com as mãos! ”. Lá, antes de minha apresentação, assisti a bela exposição dos alunos Diego Figueiredo, Mônica Mortari e Matheus Mello. Eles explanaram sobre os “quadrinhos”, indicando revistas e livros ilustrados, com bastante propriedade. São jovens como esses que ajudarão a mudar a nossa realidade. Adolescentes capazes de enfrentar o terrível “frio no estômago”, diante de centenas de colegas, e desdobrar com bastante convencimento. Convencer, vencer com.
Muito se fala que a educação é a saída para mudar o Brasil. Mas o que fazemos, de ação prática, pela educação de nosso país, estado ou município? Não adianta somente reclamar. Devemos cuidar de nossa própria aldeia. Assim nos diz o senso comum e Tolstoi “quem escreve sobre sua aldeia, escreve sobre o mundo”.
É nesse ponto que uma fala, com alunos inteligentíssimos, atentos, empolgados, pode reanimar um patriotismo cansado. É com atividades como essa que se faz a verdadeira educação, aquela que é bem superior à transmissão de conteúdo. A conscientização, a construção de uma autonomia, isso é que levará o Brasil para uma transformação social. Temos que passar aquela fase de esperar o político “Salvador da Pátria”, atributo de povo extremamente subdesenvolvido. 
Você gosta de ler? Sim? Não? Mais ou menos?
Pois eu digo que a leitura contribui para a formação da cidadania. Por quê? Ela é uma atividade isolada, autodidata. Lemos sozinhos e em silêncio. Uma dica de leitura, a melhor que existe, é que devemos ler o que gostamos. Serve qualquer texto ou imagem, até os importantes quadrinhos.
Entre uma revolução e uma livraria, devemos preferir a segunda.
Segurem-se! Apertem os cintos!
Essa juventude santa-mariense já é evolução.

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