domingo, 20 de setembro de 2015

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - Ensaio sobre a amizade - por Giovani Pasini


Ensaio sobre a amizade


O que nos leva, seres humanos, a termos um sentimento de afeto, direcionado a outras pessoas? O que nos conduz a uma fraternidade que seja emancipada de qualquer interesse? Quais são e quais foram os seus verdadeiros amigos? Um ditado antigo, de nosso povo, nos diz que para quantificarmos os amigos de fé, não utilizamos os dez dedos das mãos; sabedoria popular que ultrapassou gerações, desde muito tempo. A realidade, caro leitor, que para existir a amizade é necessário que se elabore, pelo menos, três atributos. Em primeiro lugar, precisamos nutrir uma “empatia” pela outra pessoa, evitando, assim, que nos afastemos mesmo antes da aproximação. Quantos amigos deixamos de ter, pois não gostamos da cara? A segunda característica, após a construção da afinidade, é a necessária criação de uma “confiança” mútua, onde você terá a total certeza de que aquele indivíduo não aceitará tudo o que você diz, mas pelo menos respeitará o seu posicionamento; e defenderá a sua honra. A lealdade, característica tão difícil na atualidade, é o antônimo do maldizer. Amigo que é realmente amigo fala na cara, não manda recado ou se utiliza de ferramentas maquiavélicas, para a manutenção de um poder ilusório. Em alguma parte de sua vida, você lembra do disse-que-me-disse? É a isso que me refiro. Por fim, o terceiro ponto é a “compreensão” para os limites do outro; nenhuma amizade resiste a um perfil demasiadamente crítico. Compreender a finitude e a imperfeição humana, nos torna mais pacienciosos. A camaradagem, na história das civilizações, foi a forma de relacionamento que edificou as maiores conquistas. Simples assim. Uma pergunta que deve ser feita diariamente: quais os seus amigos de fé?

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