quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Artigo jornal A RAZÃO - O ENEM E AS IDEOLOGIAS - 29 de outubro de 2015



O ENEM e as ideologias
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

O que me assusta, principalmente nas redes sociais, é a radicalização de ideias e a ridicularização de posicionamentos. A sociedade brasileira caminha na contramão da história civilizada.
A ideologia, quando fanatizada, é uma doença. O ruim é que boa parte de nós, brasileiros, adoramos romantizar ou fanatizar pessoas, fatos e coisas: ídolos, religiões, futebol, política, entre tantos.
Tenho ressalvas com a atual democracia brasileira, pois ela realmente não existe, na sua plenitude. A atualidade demonstra que não sabemos trabalhar com a diversidade. A imensa maioria do povo brasileiro não é politizada, sendo uma coletividade “gangorra”, influenciada por gente lesada, que propaga o ódio e a divergência entre classes sociais. Por exemplo, no século XXI, quando se falar em opressor ou oprimido, nunca esqueça da palavra “momento”. No jogo de forças sociais contemporâneas, existem momentos que somos opressores e, outros, oprimidos. Só que eu e você – nós brasileiros – independentemente do capital de giro que cada um carregue no banco, seremos usualmente reprimidos.
A diversidade deveria colocar o respeito sobrepondo a tolerância; pois a respeitabilidade está num nível acima, na medida que tolerar é aguentar algo ou alguém, por apenas algum tempo. A democracia plena predispõe que toda a tese possua a sua anti-tese (antítese). Não quero que você concorde totalmente comigo, mas respeite o meu posicionamento.
Que a ‘postura colonizadora’ não nos pareça fantasiosa, pois ela realmente existe: quando um país se sobrepõe ao outro; quando uma cultura fagocita a outra; quando um grupo acha que seus costumes são melhores que o de outros; quando apenas uma ideologia é vista como a correta, sem respeitar a visão oposta; quando um professor tenta convencer o aluno, ou melhor, quando tenta vencer o aluno e não ‘vencer com’; quando não é aceita a autonomia e a individualidade de pensar, agir e contrapor.
Uma pergunta vai esclarecer o que escrevo. Quem foi mais importante para o Brasil, o Marechal Castelo Branco, ou Luís Inácio Lula da Silva? A resposta dependerá – unicamente – de você. Não dos nomes que estão no questionamento lançado. A solução à pergunta está amarrada a sua concepção de mundo, ao seu ponto de vista, a sua ideologia. Eu não tenho dúvida alguma qual dos dois foi mais importante. Isso importa? Claro que importa, mas não quero te convencer.
Quero dizer ao leitor que a vida é feita de escolhas e de individualidades. Augusto Cury já dizia que só não podemos escolher a vida e a fuga da morte - o resto são opções.

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