quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Artigo do Jornal A Razão - 08 de janeiro de 2015 - ADÃO E ADOR



Adão e Ador
Dedico aos desesperados, atingidos pela mágoa contemporânea
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

Adão era um pecador bastante conhecido pelos estudiosos bíblicos. Já Ador, seu irmão, era um anônimo na história de toda humanidade. Enquanto Adão havia sido o primogênito, personagem famoso, acompanhado por Eva, em todas as adorações e traições; Ador tinha a imagem escondida, pouco explorada pelo cidadão contemporâneo.
Ador era forte na ideologia, tinha variadas palavras ofensivas e, por mais que alguém tentasse falar vocábulos de amor, Ador era quase que insuportável. Tinha sempre a razão, na sua arrogância muito peculiar. Ador escondia a fragilidade de sua personalidade, utilizando de armas, bombas e tiros de metralhadora.
Adão teve diversos filhos, entre eles Cain e Abel. Cain, o invejoso, acabou matando Abel.
Ador teve duas filhas: a Capital e a Social. Cain casou com a Capital e Abel desposou a Social. Mas, após a morte do irmão, foi Cain que teve inúmeros filhos tanto com a Social, quanto com a Capital. Essas duas eram difíceis, pois ambas cultuavam a violência. A Capital gostava de oprimir, em virtude de sua riqueza; a jovem Social, por sua vez, adorava revolucionar, derrubando os burgueses e os enforcando. A Social matava e a Capital fazia morrer.
Ador, Capital e Social tiveram inúmeros descendentes, entre netos, bisnetos, tataranetos, dentre os quais, a maioria de nós.
Ador era gigante na sua religião. Prevalecia sobre os pobres e os ricos, principalmente nos que tinham a predisposição de agir com aquela ‘fraqueza’ chamada de respeito, ou a ‘imbecilidade’ denominada de humildade.
Adão, apesar de ser o mais célebre, de ter desobedecido as ordens divinas, não tinha tanta influência nos costumes. É verdade que tinha “traído” a confiança de Deus, mas isso não importava, pois Deus não poderia ser traído, uma vez que era onipresente e onisciente.
Ador era muito maior do que isso. Estava presente na política e em toda a nossa sociedade fuleira, principalmente no vazio intercultural.
Adão comeu a maçã, seduzido por Eva.
Ador engoliu a paz, encantado por Ideologia, outra nefasta, a amante mais desejada; irmã mais próxima do corrupto Poder. Ador matou qualquer esperança de um mundo melhor, sem violência. Tornou-se Rei na Terra da Idiotice, uma jihadista árabe, descendente de católicos que combateram nas Cruzadas. Há alguns meses, Ador encomendou centenas de aviões franceses, para lançar mísseis nas crianças-bomba da Terra Prometida. Ador era a vingança.

E Adão? Adão voltou ao paraíso, para assistir ao filme Star Wars, deixando-nos Ador ignorante, do lado de cá da Força. 

Um comentário:

  1. escelente documentacion que compartes con todos , recibe desde mis horas rotas saaludos.jr.

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