quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - País de dores anônimas - Parte 1


Publicado no Jornal Expresso Ilustrado: 18 de novembro de 2016

País de dores anônimas
A intelectualidade gaúcha (Parte I)


Pedi aos amigos do Expresso o espaço para essa série de 5 a 7 artigos. O texto pode ser lido no todo e/ou em partes, tendo por objetivo a (auto)reflexão. Será publicado como artigo único, posteriormente, no Letras Santiaguenses.

Na minha concepção, a intelectualidade de um ser humano pode ser desenvolvida (ou não). Ela é fruto de esforço, exercitando-se o “músculo” mais importante: o cérebro. Só que intelectualidade não é sinônimo de sabedoria e nem de educação. No RS e no Brasil, a intelectualidade está um tanto perdida em “gabinetes-clausuras”, dentro e fora das universidades, distanciando a teoria da prática. Oswald de Andrade, escritor modernista, no seu Manifesto Antropófago (1928), escreveu que ‘somos um país de dores anônimas e de doutores anônimos’. A crítica foi direcionada para a “elite intelectual” do país, que era alienada e não se posicionava – com sabedoria – diante das elites financeiras e políticas da nação. Muitos anos depois, isso ainda permanece. A intelectualidade gaúcha, de maneira geral, se mantém submissa aos interesses político-financeiros dos diversos governos (federal, estadual e municipal). Também somos dominados pelo estrangeiro, principalmente pelo sudeste do país, por europeus e norte-americanos, a quem endeusamos e fazemos reverência.


Santiago e o RS possuem intelectuais independentes? Diga-me você, leitor que acompanha esta coluna. (Continua)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...